Sobre a Transcendência

Dec 13,2016
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artigo de EINSTEIN-2

 

Sobre a Transcendência

“Um homem é uma parte do inteiro, chamado por nós de “Universo”, uma parte limitada no tempo e espaço. Ele se perceciona a si mesmo, os seus pensamentos e os seus sentimentos, como sendo algo separado do resto – um tipo de ilusão óptica da sua consciência. Esta ilusão é um tipo de prisão para nós, que nos limita aos desejos pessoais e à afeção para com algumas pessoas à nossa volta. O nosso alvo deveria ser libertar-nos desta prisão, alargando a nossa esfera de compaixão e abraçar todos os seres vivos e toda a sua natureza na sua plena beleza.
Neste estado profundo todos os desejos pessoais e mesquinhos, todas as nossas fomes e a nossa sede, todas as nossas sensações e as nossas imperfeições desaparecem. Descobrimos em cada célula do nosso ser que não nos falta nada. As nossas reservas internas de amor e sabedoria são infinitas. Podemos inspirar-nos nelas sem fim e elas nunca diminuirão.
Antes, as matizes vagas de discordância ressoavam através daquilo que pensávamos e fazíamos. Como um sapato que aperta, um ombro deslocado, uma chave desacertada na fechadura, as coisas eram de algum modo, erradas. Mas agora, uma sensação de impermeabilidade invade a nossa vida; encaixamos no Todo, pertencemos ao Todo. Esta terra, esta natureza, os nossos próximos, nós próprios – todas as coisas têm os seus lugares certos numa única harmonia grandiosa. Porque agora nos identificamos não só com um fragmento da vida, mas com o inteiro, os conflitos e a separação cessam. “

Albert Einstein

Citado no livro “Oito passos para o infinito” de Eknath Easwaran
Tradução e adaptação Carmen Mitroi

                                         

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